Matriz Santo Antônio dos Anjos de Laguna
Em meados do século XVII, portugueses
e espanhóis empenhavam-se nas conquistas meridionais da
América do Sul. Os bandeirantes corriam o litoral do Brasil
na ânsia de riquezas e terras. Foi em 1676, a 29 de julho,
que o bandeirante vicentista Domingos de Brito Peixoto, fundou
Santo Antônio dos Anjos da Laguna, denominação
com que na chegada, batizou a nova terra. Levado por sentimentos
católicos, sua primeira preocupação foi levantar
um templo para as práticas religiosas. Então, construiu
uma simples capelinha de pau-a-pique, coberta de palha. Desde então,
a cidade cresceu, sempre amparada à igreja e esta, por sua
vez, acompanhando as alegrias e tristezas de seu povo. A antiga
capela foi edificada em estilo colonial simples e a construção
da nave do século XVIII apresentou a riqueza ornamental
barroca, lembrando o estilo toscano. Com o passar dos anos, houve
a necessidade de ampliação do templo e foi construída
a parte do corpo atual, terminada em 1735. Desde sua fundação,
a igreja passou por muitas reformas. Em 1971, a igreja passou por
sua penúltima reforma, sendo o artista, João Rodrigues,
encarregado da mesma. Em janeiro de 2000, as portas da Matriz se
fecharam para a população, dando início à primeira
etapa do processo de restauração. O Instituto do
Patrimônio Histórico Nacional (IPHAN), foi o responsável
pela elaboração do projeto.
República Juliana
O descontentamento dos estancieiros da Região
Sul com o regime monárquico, devido a pesados impostos cobrados
sobre seus produtos e propriedades rurais, acabou por desencadear
a Revolução Farroupilha, ou Guerra dos Farrapos,
como ficou conhecida. O ano de 1836 marcou as páginas da
história Rio Grandense com a Proclamação da
República daquele estado. Em março de 1839, a Vila
de Lages foi ocupada pelos farroupilhas. A necessidade de um porto
marítimo ensejou a Tomada de Laguna, simpática à causa
farroupilha. Traçados os planos de invasão, entregou-se
o comando terrestre a David Canabarro e Joaquim Teixeira Nunes. À Giuseppe
Garibaldi couberam as operações marítimas.
Os dois lanchões, Seival e Farroupilha, foram transportados
por terra, sendo que o último naufragou em 15 de julho de
1839, na praia de Campo Bom. Na tarde do dia 22 de julho de 1839,
com apenas 40 homens, Garibaldi venceu as forças imperiais
e tomou a Vila da Laguna, onde, em seguida, da sacada do prédio
onde funciona atualmente o Museu Anita Garibaldi, proclamou a República
Catharinense, também conhecida por Juliana (por ter sido
proclamada em julho), onde separava Santa Catarina e o Rio Grande
do Sul do resto do país, sendo Laguna a capital da nova
nação.
Fonte da Carioca
É a conhecida fonte dos namorados e
da juventude, que segundo os moradores enfeitiça com o poder
cristalino de suas águas quem dela bebe, trazendo o poder
da juventude eterna e a certeza de volta à histórica
Laguna. Segundo historiadores foi a água desta fonte, que
nasce da terra, quem motivou a localização da cidade
por seu fundador. Construída em 1863, foi ampliada em 1906
e restaurada em 1990. Até hoje a população
se abastece desta água para beber. Seus tanques, revestidos
de mármore carrara deixam a água fresca, gelada e
saborosa.
Tratado de Tordesilhas
Em maio de 1493, o Papa Alexandre VI assinou
a “Bula Inter Coetera” estipulando que as terras ao leste do Novo
Mundo ficariam com Portugal e as do oeste pertenceriam a Espanha.
O Rei de Portugal exigiu um alargamento do traçado, em virtude
de sua pouca extensão. Os espanhóis concordaram e
os dois países firmaram em 7 de julho de 1494 o Tratado
de Tordesilhas. O mesmo fixava como linha divisória o meridiano
de 370 léguas a oeste do arquipélago de Cabo Verde,
no Atlântico; ao norte em Belém do Pará; e
ao sul, em Laguna. O monumento demarcatório está localizado
próximo à rodoviária municipal.
Casa de Anita Garibaldi
Construída em 1711, em estilo colonial,
foi restaurada na década de 70 e transformada em relicário
histórico-cultural. Foi batizada com este nome em homenagem
a Anita Garibaldi que, como era costume na época, vestiu-se
para o primeiro casamento, dali seguindo para a Igreja Matriz.
Em seu interior abriga um museu, com utilidades, tais como móveis
e utensílios domésticos, fotografias, numa urna,
a terra da sepultura da heroína, oriunda do cemitério
de Ravena, na Itália, e o mastro do navio Seival.
Museu Anita Garibaldi
Instalado na Praça República
Juliana, o Museu evoca três séculos de arte e história,
com valiosíssimas peças inclusive arqueológicas,
que rememoram passagens da histórica Laguna. Construído
em 1747, o prédio serviu de cadeia pública na parte
inferior e, na superior, de Câmara de Vereadores. Foi na
parte superior que aconteceu a sessão extraordinária
que culminaria com a Proclamação da República
Juliana. Do alto da escada do prédio existe um sino que
era conhecido pelos antigos moradores como “Sino do Povo”, pois
as suas badaladas comandavam e regulavam a vida da população,
ora mandando os habitantes se recolherem, ora chamando-os à reuniões.
O Museu foi fundado pelo Centro Cultural Antônio Guimarães
Cabral, em 1949, em homenagem ao centenário da morte da
heroína Anita Garibaldi.
|
|||||||||
|
|||||||||
|
|
|||||||||
|
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
|||||||
![]() |
![]() |
![]() |
|||||||||